sexta-feira, 25 de julho de 2008

Homenagem aos Avós

Ser avô e avó é uma das delícias da vida. Sei, porque vejo meus pais e sogro "deliciando-se" com os netos, brincando, contanto histórias, procurando a lua para dar de presente aos netinhos doces e peraltas.
Os netos têm o poder especial de dominar os nossos pais, provocando neles a infância adormecida. Sabedoras do poder que têm, essas adoráveis criaturas, os netinhos, se comprazem em ver as vontades satisfeitas, em ouvir histórias, comer doces nas horas impróprias e fazer dos seus avós, brinquedos e parques de diversões.
Observo a poesia traçada na convivência entre minha filha e seus avós: uma doce relação que remete-os a um mundo de paz e alegrias, longe do turbilhão de horas, obrigações e disciplinas. O tempo entre avós e netos é outro. Passado e presente se fundem em um só instante de cumplicidade e carinho. O afeto, quando acontece, gera em ambos a vontade imensa de viver, querer bem e sentir a beleza que existe nas pequenas coisas, nos pequenos gestos. Lembro de minha filha perguntando, aos 2 aninhos: _ Mamãe, quando meu vô vai pegar a lua pra mim?, Eu quero aquela bem grande!" Nesse envolvimento, completo:" _ Filha, a lua fininha também é linda, parece que está sorrindo. Guarda essa no seu coração. "
È assim que os avós suscitam em nós, aprendizes de pais e mães, o desejo de amar e de eterna gratidão.
Netos e avós são assim... Esse elo mágico que enfeita tudo o que toca. A caixinha de cartas da vovó tem lugar especial no quarto da neta, que espera com urgência, a próxima correspondência. Naquelas cartinhas, perfume, flores, doces e caixinhas de costura.
"Quero brincar, meu vô." E o avô, cansado da lida, encontra energias para pular e saltar, sentindo-se criança outra vez.
Quem tem a felicidade de ter e ser avô ou avó aproveite para amar mais, brincar mais e descobrir que apesar das supostas "rabugisses" é maravilhoso ter na família, essas duas pontas que se fundem, dando um sentido maior ao desejo de viver.
Sejamos felizes, sejamos avós e netos a brincar, pois como diz Djavan, "É preciso muita juventude para ser avô".
Feliz dia dos Avós!
Um cheiro!

Comemorações de Agosto

Caros amigos e caras amigas
O mês de agosto é repleto de datas comemorativas, exigindo dos professores muita imaginação para apresentar novidades convincentes. Em meio a músicas, apresentações e lembrancinhas, é importante não perder de vista a reflexão e o olhar cuidadoso. Assim, cabe ressaltar:
Para o Dia do Estudante, convide os alunos a construir perfis do estudante ideal, através de composições, desenhos, paródias, etc. É bom refletir sobre as concepções de estudante, estudo e escola que vêm sendo construídas ao longo da História; analisando os processos de mudança, as causas e conseqüências, até os dias atuais; fazendo, por exemplo, uma linha do tempo.
Para o Dia dos Pais, é preciso ter sensibilidade para não tocar em “feridas abertas” e provocar angústia, sofrimento e até revolta nos alunos. É preciso ressaltar a figura paterna que a criança ou o jovem tem na família, seja ela representada pela mãe, pelo avô ou pelo tio, por exemplo. Cabe ao professor trabalhar sentimentos como respeito, tolerância, perdão e confiança, de maneira a plantar a sementinha da convivência familiar pacífica. Aqueles alunos cujas famílias são demasiadamente desestruturadas carecem uma atenção maior. Cuidado para não excluí-los do grupo, pois esses merecem todo o nosso carinho. Que tal promover o dia da família?! Assim todos serão valorizados igualmente!
Quanto ao Folclore, nunca é demais refletir sobre o sentido pejorativo que vem sendo atribuído a esta data. Observem que folclore é a cultura de um povo. Acabamos reduzindo ao folclore, principalmente no nordeste brasileiro, as figuras e os tipos humanos referentes às religiões afro-brasileiras e indígenas. Vocês já devem ter ouvido falas como “isso é puro folclore”, atribuídas ao fato ou à figura, o significado de mentira ou misticismo. Cuidado! Todas as culturas merecem respeito igual, merecem pesquisa, discernimento e valorização. Cabe ao professor convidar os alunos para um estudo crítico-reflexivo e relativizador, a fim de reconstruir a história da comemoração do folclore nas escolas. Não vamos banalizar a nossa cultura, vamos valorizá-la, vamos despertar para uma realidade mais humana.
Serenidade e coragem!

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