"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". (Paulo Freire)
domingo, 14 de setembro de 2008
Livroclip poesia de Drummod
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Beijocas.
Combate à dengue
O uso do celular em sala de aula
O celular se tornou um instrumento cada vez mais necessário na vida de muita gente, inclusive dos adolescentes. Com uma multifuncionalidade cada vez maior, tornou-se meio de diversão, entretenimento, comunicação rápida, através de torpedos e... da cola. A presença do celular em sala de aula, mais que um motivo de interrupção do aprendizado é uma ameaça à integridade das avaliações.
Como resolver essa questão? Proibir será o caminho mais acertado? Diversas escolas já proibiram o uso do celular. Em São Paulo, por exemplo, já é lei com "direito" a punições. Contudo os alunos continuam driblando as regras, alegando que sabem a hora certa de utilizar e precisam comunicar-se com os pais de alguma maneira.
Senhores, é interessante como conseguíamos resolver os problemas de comunicação na escola, antes desta febre do celular. Mas, uma vez criado o aparelho, criou-se em volta dele uma lista imensa de necessidades, as quais não tínhamos. Tudo bem, não vamos viver de passado. Precisamos tomar medidas sensatas e eficazes.
Na escola onde trabalho, orientamos os alunos para manter os aparelhos desligados quando estiverem em aula. Caso não ocorra, os professores confiscam os aparelhos e os entregam à coordenação. A depender da situação, o aluno tem o seu aparelho de volta no mesmo dia ou este só é entregue aos pais. Nos dias de avaliação, todos os aparelhos são entregues na coordenação. Os alunos só entram na sala sem o celular. Após a prova, o recebem de volta. Assim, não aderimos á proibição completa, uma vez que os próprios pais consentem.
Quanto à cola, não é o ato em si que mais preocupa, mas as intenções e os valores que o perpassam. A sensação de incapacidade, o gosto pelo desafio de driblar as regras, o ato de enganar, ludibriar e perseguir (os colegas que não colaboram com a cola) são algumas intenções intrínsecas nesta atitude. Os alunos continuarão colando, com celular ou não. Cabe ao educador trazer este tema para a discussão, conscientizando o educando do seu papel de estudante e cidadão.
Tomemos a vertente da educação que conscientiza através do diálogo. Para os adolescentes, o certo é errado. Faz parte da sua formação, esta necessidade de romper com as regras, negando as orientações que recebem. É nesta fase que se faz imprescindível a presença do diálogo, das regras e dos limites. Pior que a proibição é a permissividade. Um adolescente sem regras, sem orientação sobre o comportamento, o pensar, o ser e o ter desenvolve o que há de negativo dentro de si. Não façamos dos nossos adolescentes, adultos precoces, achando que estão prontos para discernir sobre tudo, sem orientação alguma. É preciso que conheçam as regras da escola e da sociedade; desta maneira, poderão ser cada vez mais livres, pois terão consciência dos seus atos, medindo e prevendo as conseqüências, escolhendo a melhor maneira de agir.
O uso do celular em sala de aula é desrespeito ao professor, aos colegas e mal uso do tempo de estudo. O uso do celular em provas, é permissividade, desrespeito e inversão de valores. A permissão excessiva torna-se uma prisão. Educar para a liberdade é, nesse contexto, educar para a convivência saudável, produtiva e respeitosa entre todos.
Uma ótima semana!
Força e paz!
sábado, 13 de setembro de 2008
Como elaborar uma oficina?!
Caros amigos.
Nesta época, é interessante como quase todas as instituições de ensino que conheço se envolvem em trabalhos, projetos e oficinas. Substituindo as velhas feiras dos estados e nações, as oficinas trazem uma nova roupagem aos projetos escolares; E podem ser aplicadas desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos. Para tanto é preciso ter alguns cuidados, respondendo algumas perguntas iniciais:
- Por que uma oficina? Porque os alunos produzem e, enquanto produzem aprendem, utilizando os diversos níveis do aprendizado, trabalhando as diversas inteligências.
- Para que uma oficina? É preciso ter a clareza de objetivos: Para provocar um assunto novo; para avaliar um assunto aprendido; para realizar um aprendizado intertransdisciplinar, etc.
- Qual o tema? Definir com clareza e sucintamente o tema, uma vez que a oficina escolar, para crianças e adolescentes, deve ser breve e significativa, com a duração de duas horas, no máximo. Do contrário, a dispersão, o cansaço e o desinteresse se apresentam, pondo em risco todo o trabalho.
- Qual a carga horária? Esta deve ser prevista, analisando o tema, as atividades, a faixa etária, a quantidade de participantes e o tempo previsto.
- Que atividades realizar? As atividades devem ser poucas e significativas. Que o participante tenha o tempo hábil de sensibilizar-se, provocar, questionar, criar, analisar e sintetizar.
- Como avaliar? Há diversas formas: avaliação qualitativa ou quantitativa. O facilitador poderá utilizar uma planilha com tópicos a serem avaliados, para facilitar. Podem ser utilizados outros instrumentos, como desenhos, imagens, tabelas. É importante que a avaliação aconteça de forma interativa: do educador e do educando: sobre si mesmo e sobre o grupo.
- Como finalizar? É imprescindível uma reflexão que remeta o educando ao antes e depois: Como eu pensava e como eu penso agora; como eu agia como tentarei agir a partir de agora. A depender do grupo e do tema, pode-se realizar um termo de compromisso coletivo, convidando os participantes a, juntos, encontrar caminhos para as novas posturas.
A oficina deve ser dinâmica, prazerosa e envolvente, com atividades que contemplem dos mais tímidos aos mais falantes. As estratégias devem atender aos seguintes passos:
- Apresentação do grupo e do tema
- Sensibilização
- Provocação
- Atividades do grupo – Produção
- Apresentação das atividades
- Comentários
- Síntese / Avaliação
Assim que tiver mais um tempinho, postarei mais sobre o assunto. Deixem um recadinho emitindo opinião e solicitações que terei muita alegria em atender.
Felicidades e bom trabalho!
domingo, 7 de setembro de 2008
Recadinho aos visitantes
Utilizem a página de recados ou os comentários para enviar solicitações sobre temas diversos. Assim o elo entre nós, educadores, se solidificará cada vez mais, resultando numa educação cada vez melhor.
Agradeço a todos que por aqui passam e desejo uma carreira e uma vida de sucesso!
Um cheiro!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Aos profissionais em Educação Física
Continuem plantando a sua sementinha de coragem, compromisso, paz, saúde e alegria, e tudo irá florir no tempo certo.
Parabéns!
