sexta-feira, 17 de abril de 2009

LISTA DE OBRAS E FILMES DO VESTIBULAR 2010 UFBA E UNEB

UFBA
Estão sendo indicados os seguintes autores e obras literárias, para os Vestibulares de 2010 e 2011:

1ª Fase ou Fase única

· Joaquim Manoel de Macedo - As vítimas algozes

· Eça de Queirós - A correspondência de Fradique Mendes
· Graciliano Ramos - Vidas secas

· Antônio Callado - Quarup
· Cadernos Negros; Os melhores poemas (antologia publicada pelo Fundo Nacional de Cultura/MinC)
· José de Alencar - Senhora

2ª Fase (CPL)

· Joaquim Manoel de Macedo - As vítimas algozes
· Eça de Queirós - A correspondência de Fradique Mendes
· Graciliano Ramos - Vidas secas
· Adonias Filho - O largo da Palma
· Antônio Callado - Quarup
· José de Alencar - Senhora

· Mário de Andrade - Macunaíma

· Cadernos Negros; Os melhores poemas (antologia publicada pelo Fundo Nacional de Cultura/MinC)
· Mia Couto - O último vôo do flamingo
· Italo Moriconi (org) - Os cem melhores poemas brasileiros do século.

Filmes (apenas 2ª fase - CPL):

· A invenção do Brasil - Guel Arraes
· Cidade de Deus - Fernando Meireles
· Deus e o diabo na terra do sol - Glauber Rocha
· O baile perfumado - Lírio Ferreira e Paulo Caldas
· Diários de motocicleta - Walter Salles Jr.
· O homem que copiava - Jorge Furtado
· O que é isto, companheiro? - Bruno Barreto
· Adeus, Lenin - Wolfganger Becker
· Faça a coisa certa - Spike Lee
· O crime do padre Amaro - Carlos Carrera

UNEB

As Obras Literárias sugeridas para o Vestibular 2010 têm por finalidade a contextualização dos estilos de época e orientação de leitura dos candidatos.

São elas:

Obra

Autor

Editora

Tenda dos Milagres

Jorge Amado

Record

As Meninas

Lygia Fagundes Teles

Rocco

Bagagem

Adélia Prado

Record

Teoria do Medalhão e o Homem que sabia Javanês

Machado de Assis

Lima Barreto

Nova Aguilar

Essa Terra

Antônio Torres

Record Editora

Cadernos Negros – Poesia (Os melhores poemas )

Antologia Publicada pelo Fundo Nacional de Cultura/Minc

Anita Garibald


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

9ª BIENAL DO LIVRO BAHIA 2009

Caros amigos
A Bienal já começou.
é simplesmente imperdível.
Garantia de diversão, cultura e encontro.
Cá entre nós, já faz parte da nossa programação de encontro entre amigos.
Então, todos do Quilombo, do Gabriel Arcanjo, do Conselho Pastoral da Pesca e demais amigos, nos veremos lá às 14 horas, no dia 21/04. Êta feriado gostoso!
Clik aqui para acessar o site da Bienal.
Quem for, deixa um recadinho.
Saudações Literárias!

sábado, 11 de abril de 2009

Dia do Índio



Como pensar em democracia e educação se os nossos índios ainda lutam pela sobrevivência, pela vida, pelo direito mínimo a uma vida digna?
No dia di índio, deixemos de lado as comemorações ilusórias e convidemos os nossos alunos a refletir sobre o real mundo indígnea brasileiro.
Traga para a escola, índios de verdade e convide-os a conversar com os alunos, expor sua cultura, suas dificuldades seus ensinamentos. Será um momento inesquecível!
Quem quiser saber como realizar um projeto deste tipo, deixa um recadinho que passo as dicas.
Saudações

O Saber sensível

Amigos e amigas

Os textos a seguir são fragmentos do módulo do Curso Saber Sensível - Uma perspectiva lúdica e afetiva na prática educativa, oferecido à distância e/ou presencial, com a carga horária de 80 horas e entrega de certificado reconhecido.
Observem e entrem em contato conosco para participar deste aprendizado maravilhoso!

"Caro (a) aluno(a), o Saber Sensível é uma concepção que vem trazer luz à prática educativa, pois volta o olhar da educação para o corpo enquanto instrumento primeiro e essencial da aprendizagem. Através dos textos e atividades deste módulo, você será convidado(a) a mergulhar no mundo da consciência de si mesmo e do outro, numa relação corpo, mente e espírito, rumo a um plano de ação eficiente na relação ensino-aprendizagem.

Respire fundo e mergulhe neste mar de curiosidades, sensações e descobertas do saber sensível!

Com carinho,

Naurelita Maia"


"...Assim, há um sentido em tudo o que é sentido, ou seja percebido pelo corpo. É simples. Pense comigo: cadeira. Imaginou?


Tenho certeza de que a cadeira da sua imaginação tem forma, cor, tamanho e, quem sabe, cheiro e movimento. Este objeto carrega em si mesmo, uma organização, uma função e ainda, a depender do objeto de recordação, um sentimento que lhe é peculiar. Estas características próprias são apreendidas pelos sentidos daquele que sente o objeto, daquele que entra em contato com o objeto. Você só conseguiu recordar ou imaginar esta cadeira, porque a sua memória corporal trouxe a imagem e as características registradas no contanto anterior com o objeto. Há, portanto, uma intencionalidade e um significado no objeto; há “um sentido no sentido” (JÚNIOR, 2001, p. 11-12). Há uma relação sensível do indivíduo com o objeto, que torna possível o principiar da educação...."

"... Vamos então ao significado destas palavras.

EDUCAR: De origem latina educare, significa “revelar o que está dentro”. Assim, é necessário que o educador instrumentalize o educando para tomar consciência de si, das potencialidades próprias e dos aprendizados adquiridos, expondo-os de acordo com as necessidades pessoais e sociais.

SABER: Significa numa concepção primeira “ter o sabor de”. Implica em saborear, incorporar, trazer para o corpo, o que está fora. Assim, segundo Júnior (2001, p.14), “O saber carrega um sabor, fala aos sentidos, agrada ao corpo, integrando-se feito alimento, à nossa existência.”

CONHECER: Implica em adquirir habilidades através da abstração, do pensar simbólico. Está relacionado às regras, teorias, normas, técnicas e aos significados abstratos.

O conhecer está para o intelectivo, assim como o saber está para o sensível...."

Participe!

Saúde e paz!

Entrevista com Adélia Prado

O poder Humanizador da Poesia - Entrevista com Adélia Prado
Clique no título acima que ele te levará direto para o link
Baixe no seu computador e se delicie.
Beijos

Novo Blog

Amigos blogueiros e amantes da literatura
Visitem o nosso novo blog
orobuliteratura.blogspot.com
Com textos literários obrigatórios nas provas de vestibular e tantos outros que engrandecem a nossa alma.
Aproveitem para deixar um recadinho. Ficarei muito feliz!
Beijos

Adéia Prado - Bagagem

Mais um pouquinho de Bagagem:

Antes do nome

"Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe;
os sítios escuros onde nasce o ‘de’, o ‘aliás’,
o ‘o’, o ‘porém’ e o ‘que’, esta incompreensível
muleta que me apóia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é o Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda, foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror. "


Este poema transcende a função metalinguística e para atingir o modo religioso, sagrado de se construir ideias, fazer poesia com toda sacralidade que está impregnada na própria vida de Adélia. Está contido na parte O MODO POÉTICO) da obra Bagagem.

Veja a seguir o que encontrei sobre a obra, em
http://www.releituras.com/aprado_bio.asp


"Em 1975, Drummond sugere a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago, que publique o livro de Adélia, cujos poemas lhe pareciam "fenomenais". O poeta envia os originais ao editor daquele que viria a ser Bagagem. No dia 09 de outubro, Drummond publica uma crônica no Jornal do Brasil chamando a atenção para o trabalho ainda inédito da escritora.

'Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando.'

O livro é lançado no Rio, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitscheck, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros."

Até a próxima postagem.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

BAGAGEM - ADÉLIA PRADO

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Este poema faz parte da primeira obra publicada por Adélia Prado: Bagagem: um livro de poeisas que traz referência à sua vida, às suas memórias e reflete a sua forma ver a vida, o mundo, a condição da mulher e do homem no mundo.
Faz uma intertextualidade com o Poema de sete faces (CDA ).
Veja este poema e faça as suas comparações:

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


Observe:
O homem, por estar numa posição cômoda de privilégios sociais, não precisa lutar para modificar-se (desdobrar-se), para impor-se. A mulher, sim, precisa e desdobra-se. É desta maneira que vem construindo um destino feliz e inteligiente.
Para o homem (Carlos Drumond de Andrade) - anjo torto: destino limitado e inexorável.
Para a mulher (Adélia Prado) - anjo esbelto: destino amplo, mutável e belo.

"Que venha essa nova mulher de dentro de mim"

Caros amigos,
A enquete foi um sucesso de participação.
Realmente, as mulheres e em especial as educadoras provam o quanto podem e fazem a diferença no cenário mundial.
Continuemos nos descobrindo, reinventando a nossa história a cada e dia e, como disse CDA, "nunca ficar pronta a nossa edição convincente".

Continuaremos a homenagem às mulheres, trabalhando textos de uma escritora em especial: Adélia Prado. Serão textos comentados que servirão para os pré-vestibulandos, estudantes e educadores em geral.
Leia e deixe um recadinho, contando da sua história de vida com os versos de Adélia Prado, uma mulher que iniciou suas publicações aos 40 anos, mostrando-nos que sempre é tempo de começar e reinventar a própria vida.
A todos, felicidades mil.
Beijocas

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