domingo, 6 de novembro de 2011

Modelos de Plano de Aula para Educação Infantil

Caros amigos,
O ano de 2011 já está chegando ao fim e logo pensamos em 2012, em planejamentos, organização de sala, coleta de material... Para auxiliá-los nesta tarefa, segue modelo de plano de aula.



Tema: O calendário nosso de cada dia


Objetivos:

Aprender sobre o funcionamento dos números num contexto específico: o calendário;

Familiarizar-se com uma forma particular de organizar a informação, identificando a passagem do tempo apoiado no calendário;

Utilizar o calendário como forma de organizar acontecimentos e compromissos comuns ao grupo.

Áreas de Conhecimento:

Matemática, Natureza e Sociedade, Linguagem.


Conteúdos:

- Utilização dos números em diferentes contextos;

- Início da medição social do tempo;

- Localização, leitura, interpretação de informação matemática em calendários.



Procedimentos Metodológicos:

1. Rodinha – Cantar a música “Bom dia”; Fazer a oração “Obrigado Senhor pelo dia”. Iniciar diálogo, perguntando: Que dia é hoje?

A partir deste diálogo, apresentar um calendário tipo folhinha do mês corrente e perguntar: Quem tem um calendário parecido com esse em casa?

Explicar que poderão consultá-lo em diferentes momentos: para colocar a data em alguma tarefa, para saber a dia do aniversário dos colegas, do passeio que a turma realizará ou ainda quando precisarem escrever algum número que não conheça.

Ajudá-los a identificar a composição do calendário: palavras e números, coluna.

Solicitar a um aluno que identifique e marque no calendário exposto a data do dia.

Outro aluno anota essa data na lousa.

Retornando ao diálogo, pergunto aos alunos para que serve o calendário, além de achar a data do dia. Provoco até encontrar respostas, como organizar tarefas, planejar eventos, e encontrar datas importantes, como aniversário.

Introduzo: Agora vocês vão assistir a um clipe da música da música de Lulu Santos – Seu Aniversário, onde ele fala do calendário.

2. Hora do Vídeo: Assistir o clipe da música

3. Com um calendário do ano na parede ou no chão, pedir a cada aluno que marque a data do seu aniversário. Neste momento terei uma tabela em mãos com os aniversariantes, para eventuais consultas.

4. Intervalo: Cantar a música “É hora de lavar as mãos”. Fazer a fila em ordem crescente de tamanho do aluno, para lavar as mãos. Em seguida, todos organizam seu lanche na mesinha e cantam “Meu lanchinho”;

5. Momento da Calmaria: Todos sentados nas almofadas e nos tapetes. Ouvir a História “Vivi quer crescer”.

6. Diálogo sobre a história

7. Atividade xerografada: marcar no calendário as datas solicitadas.

8. Despedida: Canção da Despedida; Arrumar todos, pentear cabelos, passar perfume.

9. Atividade para casa: Xerografada



Recursos:

Calendários, vídeo, atividade xerografada, papel metro, lousa, piloto.

Avaliação:

Processual e contínua. Verificar o uso correto do calendário, de acordo com as necessidades.

Referências:

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/cada-dia-sempre-novo-dia-428181.shtml

http://lulu-santos.musicas.mus.br/letras/952601/

http://www.youtube.com/watch?v=zStfgOWCxQk


Tema: Conceitos básicos matemáticos


Objetivo: Resolver situações problemas envolvendo os conceitos básicos.

Áreas de Conhecimento: Matemática, linguagem

Conteúdo: grande, pequeno, leve, pesado, maior, menor, dentro, fora.

Procedimentos Metodológicos:

1. Rodinha – Cantar a música “Bom dia”; Fazer A oração da Criança.

Fazer a chamada através das fichas.

Apresentar uma caixa (dentro dela estão os blocos lógicos) e iniciar uma conversa com perguntas como: alguém conhece esse objeto? Qual o nome dele? Qual é a forma da caixa? A caixa está CHEIA ou VAZIA? O que tem DENTRO da caixa? A caixa está pesada ou leve?

Colocar outra caixa ao lado desta e pedir que comparem: maior ou menor? Grande ou pequena?

Em seguida, esvaziar a caixa, colocando o conteúdo em uma caixa menor e ir questionando onde tem MAIS e onde tem MENOS blocos.

Em seguida colocar os objetos de volta na caixa maior e perguntar novamente.

Explorar outros objetos para estabelecer as comparações.

Deixar que as crianças manipulem os blocos, brincando livremente com eles, comparando-os.

2. Atividade no livro

3. Intervalo: Cantar a música “É hora de lavar as mãos”. Fazer a fila separando meninos de meninas, chamando pelo nome. Em seguida, fazer o lanche na quadra.

4. Momento da Calmaria: Brincar de Vivo, morto.

5. Despedida: Canção da Despedida; Arrumar todos, pentear cabelos, passar perfume.

6. Atividade para casa no livro



Recursos: livro, música, caixa surpresa, maquete da casa, objetos na cor amarela.

Avaliação: Processual e contínua. Verificar se os alunos construíram as noções em relação a peso, quantidade e tamanho.

Referências:

Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil – Vol. 2 e Vol.3

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=13679

Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Então, caros amigos, vamos refletir e agir mais que pensar, agir com consciência, para garantir mudanças positivas.

Poema para refletir

Este poema de Bertold Brecht nos convida à reflexão sobre a nossa consciência de ser humano e de sociedade!


O Vosso tanque General, é um carro forte




Derruba uma floresta esmaga cem

Homens,

Mas tem um defeito

- Precisa de um motorista



O vosso bombardeiro, general

É poderoso:

Voa mais depressa que a tempestade

E transporta mais carga que um elefante

Mas tem um defeito

- Precisa de um piloto.



O homem, meu general, é muito útil:

Sabe voar, e sabe matar

Mas tem um defeito

- Sabe pensar

Texto para apresentação de fim de ano

O Natal em três Atos



Ato 1 - O anúncio do anjo



Um anjo anuncia

A chegada do Messias

Em sonho-vivo de Maria

E, cumprem-se as escrituras...



A sublime missão angelical

ao dar a notícia à simples Maria

De todas "a escolhida" no amor universal

Se fez motivo de zombaria...



Como um Deus poderia

A uma rude plebéia

Conceder tal honraria?

A de gerar o Menino-Jesus de Praga?



Afinal, com o povo entenderia

Uma jovem judia

Inda virgem Maria

A divindade em seu ventre nasceria?



Ato 2 - José, o carpinteiro



O jovem essênio aprendiz

Em sua arte de marcenaria

Inda mal compreendia

O mistério do amor da anunciação que diz...



A partir de uma família humilde

Nas terras sagradas e prometidas

Será gerado o Menino-Deus no oriente

Entre gregos, romanos, filisteus e fariseus



José, homem simples, determinado

Não mediu esforços em longa peregrinação

Buscando em vão uma pousada para o advento

Encontrando acolhida em uma manjedoura, por predestinação



Ato 3 - A Estrela de Belém e os Reis Magos



Em um berço improvisado

O manto estendido sob a palha

Maria trouxe à vida terrena

Entre cabras e pastores, um menino iluminado



A trajetória da Estrela cintilante de Belém

Fez-se bússola para os peregrinos reis do oriente

Guiando aqueles senhores de terras muito além,

Para adorarem e aclamarem o Salvador de toda a gente



Simbolizando as três primevas raças bíblicas,

os semitas, jafetitas e camitas

os reis Belchior, Gaspar e Baltazar prestaram a homenagem, pois,

de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=111141#ixzz1cwz5nEJB

Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Música para apresentação de fim de ano

Quem se lembra deste comercial? A canção fez sucesso em vários ambientes, inclusive na escola. Quem sabe não é hora de regatar esta ideia e incluir a canção no seu coral com as crianças?


Saudações fraternas!

A visita da velhinha - hora do conto

Caros amigos, o conto a seguir é maravilhoso! Sempre faz mágicas em uma roda de contação de histórias. As músicas e gestos que se repetem convidam as crianças a participarem ativamente da história, transformando este momento em uma grande brincadeira.
Além da ludicidade garantida, o conto auxilia os pequeninos a organizar o pensamento de forma lógica e sequenciada, organizar os fatos, associar pensamento e imagem, além de trabalhar questões referentes ao relacionamento humano.

Vale à pena!
Leiam, contem e divirtam-se com seus alunos!

A Visita da Velhinha


Era uma vez uma velhinha que morava sozinha, no meio da floresta. Ela passava o dia e a noite cozendo, que é o mesmo que costurar.

Canta, fazendo o gesto de costurar, e depois de procurar, com as mãos: _ Ficava sentada, cozendo, cozendo e sempre esperando quem ia chegar.

Um belo dia, alguém bateu na porta da velhinha (todos fazem o som e gesto de bater à porta)

Ela disse: _ Ué, quem será? Entre! - A porta se abriu. (faz gesto e som da porta se abrindo)

Entraram dos pés enormes. E a velhinha perguntou:

_ Ué, o que estes pés estão fazendo na minha casa? Pé fala? Não, pé não respondeu. E a velhinha continuou cozendo.

Canta, fazendo o gesto de costurar, e depois de procurar, com as mãos: Ficava sentada, cozendo, cozendo e sempre esperando quem ia chegar.

Quando já eram quase dez horas da manhã, alguém bateu na porta da velhinha (todos fazem o som e gesto)

Ela disse: _ Ué, quem será? Entre! - A porta se abriu. (faz gesto e som da porta se abrindo)

Entraram duas pernas grossas. E a velhinha perguntou:

_ Ué, o que estas pernas estão fazendo na minha casa? Perna fala? Não, perna não respondeu. E a velhinha continuou cozendo.

Canta, fazendo o gesto de costurar, e depois de procurar, com as mãos: Ficava sentada, cozendo, cozendo e sempre esperando quem ia chegar.

Quando era quase meio-dia, alguém bateu na porta da velhinha (todos fazem o som e gesto)

Ela disse: _ Ué, quem será? Entre! - A porta se abriu. (faz gesto e som da porta se abrindo)

Entrou um tronco forte, robusto, dourado do sol. E a velhinha perguntou:

_ Ué, o que este tronco está fazendo na minha casa? tronco fala? Não, tronco não respondeu. E a velhinha continuou cozendo.

Canta, fazendo o gesto de costurar, e depois de procurar, com as mãos: _ Ficava sentada, cozendo, cozendo e sempre esperando quem ia chegar.

Quando era hora do lanche, nossa que dia movimentado, alguém bateu na porta da velhinha (todos fazem o som e gesto)

Ela disse: _ Ué, quem será? Entre! - A porta se abriu. (faz gesto e som da porta se abrindo)

Entraram os braços fortes, musculosos e as mãos bonitas, redondinhas. E a velhinha perguntou: _ Ué, o que estes braços e mãos está fazendo na minha casa? Braços e mãos falam? Não, braços e mãos não responderam. E a velhinha continuou cozendo.

Canta, fazendo o gesto de costurar, e depois de procurar, com as mãos: _ Ficava sentada, cozendo, cozendo e sempre esperando quem ia chegar.

Quando já eram quase cinco horas da tarde, alguém bateu na porta da velhinha (todos fazem o som e gesto)

Ela disse: _ Ué, quem será? Entre! - A porta se abriu. (faz gesto e som da porta se abrindo)

Entrou a cabeça. E a velhinha curiosa, pensou. Cabeça tem olhos? (pergunta à platéia – o que mais cabeça tem? – Cabeça tem boca? Nossa, então já sei quem vai responder minhas perguntas.

E a velhinha perguntou:

_ Porque estes pés tão grandes? É de tanto andar, de tanto andar.

_ Porque estas pernas tão grossas e fortes? É de tanto correr, de tanto correr.

_ Porque este tronco tão queimado do sol? É de tanto trabalhar, de tanto trabalhar.

_ Porque estes braços musculosos e estas mãos redondinhas? É de tanto carregar embrulho, de tanto carregar embrulho.

_ E você, o que está fazendo aqui? – Vim te visitar, vim te visitar.

E a velhinha agora: Ficava sentada, falando, falando, pois ela já tinha com quem conversar.

Observação:

O quebra cabeça deve ser montado em tecidos, em tamanho bem grande. Deve conter as partes indicadas na história, sem precisar de detalhes, do rosto. Só uma circunferência para simbolizar a cabeça. À medida que vão sendo “contadas” na história, as partes do corpo, vai montando o quebra-cabeça no chão.

Cuidado: Deixar as peças do quebra-cabeça já em ordem de aplicação. Primeiro os pés e assim por diante.

Sugiro treinar primeiro em casa.
Saudações Fraternas!

Pastorinhos do deserto

Pastorinhos do deserto
É pois certo
Que na noite de Natal
Num curral
Baixou o Filho de Deus
Lá dos céus?
Quem nos deu tanta alegria?
Foi Maria
E quem nos deu tanta luz?
Foi Jesus?

Onde nasceu tanto bem?

Em Belém!

sábado, 5 de novembro de 2011

A Laranja

Caros amigos, o conto a seguir traz valiosa lição de maneira simples e bela. Vamos aprender com esta metáfora que pode ser compreendida por crianças, jovens e adultos!


A LARANJA

Aos sete anos de idade, eu desejava muito estudar violino e mamãe, com algum sacrifício, comprou o instrumento e contratou um professor para mim.
Após algumas semanas, vi que não conseguia executar nenhuma melodia e que tinha de fazer exercícios por horas intermináveis.
Então eu disse a minha mãe que havia desistido e ia abandonar o estudo. Morávamos um pouco distante da cidade e foi enquanto caminhávamos - ela fora me buscar ao término de uma das aulas - que eu lhe expliquei o motivo do meu desânimo.
Por acaso passávamos pela casa de uma pessoa amiga que possuía um formoso pomar.
_ Veja, disse minha mãe, que frutas maravilhosas!
O espetáculo incendiou a minha imaginação infantil. Havia maçãs, peras, laranjas. Os galhos pendiam de tão carregados.
_ Você gostaria de experimentar uma? mamãe me perguntou.
_ Oh! Gostaria sim. Aquela laranja grande e amarela como a gema do ovo.
_ Pois então pegue-a.
Mas eu não posso, por causa da cerca. Além do mais, será que a dona do pomar vai permitir?
_ É mesmo. Você tem razão. Falaremos com ela. Minha mãe chamou-a e ela consentiu, dizendo:
_ O portão do pomar fica ali adiante. é só vocês darem a volta.
Mamãe agradeceu e nós subimos até o pequeno portão, que ela abriu. Corri, colhi a laranja e voltei alegremente, com ela na mão. Então mamãe me disse:
_ Está vendo? Para saborearmos os frutos apetecidos é necessário gastar algum tempo e caminhar, dar algumas voltas. Aquilo que realmente desejamos quase nunca está ao alcance de nossa mão. Você vai ver que será assim durante toda a sua vida...
Imediatamente veio-me à cabeça a história do violino.
Voltei às aulas e aos exercícios, até que fui capaz de executar as minhas melodias prediletas.
E, ao longo de toda mimha vida, guardei a lição de minha mãe quanto à necessidade de se empregar o tempo e dar as voltas precisas para alcançar os objetivos.
Fonte: RODRIGUES, Wallace Leal V. E, Para o Resto da Vida. São Paulo:O Clarim, 2005.

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