segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lições de Clarice

Aqui sentada na cama, minha filha brinca de fazer confetes de carnaval, usando como ferramentas revistas e um perfurador de papel.
No seu mundo de faz de conta, tudo é carnaval, alegria e ansiedade, pois amanhã irá ao baile da escola vestida de mulher maravilha e com um saco de confetes feitos por ela.
Minha filha, após dois anos de luta, sofrimento, ansiedade, inseguranças que envolveram toda a família, é criança novamente. Este é para mim o maior símbolo da superação: a capacidade que a criança tem de suplantar as dificuldades e encontrar no seu universo de faz de conta, razões para viver "tão graves como convém a um Deus e um Poeta", lembrando Fernando Pessoa.
Minha amiga Elaine, só nós íntimamente sabemos o tamanho da dor que sentimos. Não há como mensurar a dor.
Cada uma de nós, mulheres sabe o quanto vale à pena lutar, sofrer, se desapontar, recomeçar e nunca deixar de crer.
Assim são as crianças. Continuam acreditando nas infinitas possibilidades de sentir-se feliz. Não perdem as esperanças, acreditam nos adultos que as protejem, acreditam no invisível, no intangível, em alcançar as estrelas e por escadas para bater papo com uma lua teimosa que insiste em nos espiar.
Era assim que ficávamos eu e ela, muitos fins de tarde. Deitávamos, olhávamos o pôr do sol e conversávamos com Deus para que a tristeza passasse. Esperávamos as estrelas virem nos espiar e então eu dizia para ela que as estrelas tomariam conta do nosso sono, o meu o dela e o do meu esposo. Assim, os dias passaram e eu chorava escondido e às vezes bem alto. Às vezes, choro sem lágrima.

Mas demanhã, Elaine, querida, Clarice (minha filha, de apenas 9 anos de idade) acordava e dizia:
_ Mãe, vamos levantar que o sol está lindo e hoje será um lindo dia!
E mais um dia vivíamos.
Hoje estamos superando as dores, acomodando as cicatrizes, refazendo a alma. Mas, acredite, a alegria de Clarice se refaz todos os dias, quando ela brinca de faz de conta e vê que o nosso mundo é cheio de razões para viver.
Elaine, há sempre razão para viver!
E quando esta razão dói, façamos como Clarice. Vivamos de faz de conta! E no faz de conta, viveremos de verdade!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Anime-se Inicie as aulas com o pé direito!

Faça festa no seu coração! Reclamações e lamúrias nunca foram receita de sucesso!
Assuma a sua escolha e comece as aulas com pé direito!
Crie memórias saudáveis na sua vida e na de seus alunos. Faça acontecer!
Faça de cada aula, um momento de alegria, ainda que às vezes aprender seja tão difícil.
Facilite as coisas, não complica a vida dos seus alunos, nem mesmo a sua.
Valorize a fala, o cheiro, as cores, valorize a troca, o olhar e os acontecimentos.
Medite! Busque o equilíbrio na respiração e nas imagens mentais positivas.
Se mostre! Mostre o quanto pode ser generosa (o), amiga (o), companheira(o), humilde o suficiente para valorizar a si mesmo e aos outros.
Seja feliz! Sob qualquer circunstância, faça feliz!

Hora de planejar

Um bom planejamento é garantia de um bom resultado?
Se ele estiver adequado à realidade, aos propósitos e aos interesses de todas as partes, é sucesso garantido, pois sabemos que será posto em prática.
Contudo, se o plano for elaborado para atender apenas às necessidades de registro e burocráticas, estará fadado ao fracasso, uma vez que ficará só no papel.
Em sala de aula, é outra coisa. A necessidade dos alunos, o contexto em si, as vivências e tendências do professor irão predominar, apelando por práticas que nem sempre estarão previamente planejadas.
Daí a ideia de que planejamento é chato, ineficaz e enfadonho. São fantasmas criados pelas incoerências entre o que se pensa e o que se faz.
Portanto, na hora de planejar, pense na coerência que deve haver entre a teoria e a prática, entre as intenções e a realidade, entre o professor, a escola o aluno e a sociedade que clamam por uma educação sem disfarces, transparente e significativa.
Para inspirá-los, vejamos o vídeo a seguir e um ótimo planejamento, uma ótima vivência educativa para todos!

Feliz Novo Ano Letivo!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Encontro na Escola Criança Sorrindo

Cara amiga Edna Coutinho e maravilhosas educadoras

O encontro foi maravilhoso! Vocês são pessoas adoráveis, comprometidas com a educação. A relação amorosa e séria que tem com os alunos e familiares faz de vocês grandes educadoras.
Parabéns e obrigada pelo carinho que me dedicaram.

Um excelente trabalho!
Saudações fraternas!

O que é metodologia?

Metodologia é o conjunto de métodos e técnicas aplicadas para um determinado fim. É o caminho percorrido, a maneira utilizada para atingir o objetivo.
Num plano de aula, a metodologia deve estar embasada numa intenção ampla do professor, quanto às questões filosóficas, psicológicas e culturais e restrita - quanto à aprendizagem dos conteúdos em si.
Por esta razão, é preciso que o professor ou a professora se pergunte quanto às suas intenções e tendências da escola.
Vamos entender melhor!
Como posso elaborar uma aula completamente expositiva, com o predomínio da fala do professor e do quadro e o silêncio dos alunos, se tenho a intenção de formar pessoas autônomas, críticas e reflexivas?
É incoerente, não acham? Uma aula completamente expositiva, sem a participação dos alunos não vai favorecer a autnomia, mas a dependência no pensar e agir, tanto quanto a insegurança e a ingenuidade.
Por esta razão, deve-se levar em conta no fazer educativo, no cotidiano escolar estas questões, para garantir o alcance do objetivo desejado.
A Metodologia do Plano de aula, também chamada de Estratégia,  a nível de praticidade, deve conter três momentos básicos:
1. Motivação, ou provocação ou elemento detonador: trata-se do elemento utilizado para provocar a aprendizagem de determinado conteúdo. Pode ser uma cena de um filme, uma música, uma imagem ou uma dinâmica, por exemplo.
2. Análise e sistematização do conteúdo: É o momento da aula em si.  Veja o exemplo:
Ex: Diálogo sobre o sentido, a definição e o utilitarismo da disciplina, partindo do conhecimento prévio dos alunos.
Sistematização dos conceitos e objetivos da disciplina no quadro.
Leitura discursiva de um texto atual (em grupo);
Responder questionamentos a partir das discursões e do texto.
Verificação das respostas no quadro (ou oral).
Atividade de classe: Responder o exercício do livro, pág.
Atividade de casa: Pesquisar o conceito da disciplina em diversos contextos.

3. Avaliação da aprendizagem: Observação das respostas do grupo; perguntas orais a respeito da aula.

Este é apenas um exemplo. Você pode elaborar a sua estratégia de diversas maneiras.
Deixe a criatividade tomar conta de você e estude bastante, converse com colegas da área, troque ideias. Assim você terá cada vez mais suporte para dar aulas cada vez melhores.

Saudação fraterna!

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