Esta música cai bem para encerrar a solenidade
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". (Paulo Freire)
domingo, 31 de julho de 2011
Música para formatura
Sugestão de música para o coral dos alunos de formatura do Ensino Fundamental.
sábado, 30 de julho de 2011
DIDÁTICA - Como planejar aulas sob um olhar dialógico, crítico e reflexivo?
Amigos, companheiros de jornada
Tenho notado a crescente vontade de mudança que vem imperando entre alguns colegas, no que se refere às metodologias de ensino. Isto significa que a concepção está finalmente se transformando na sala de aula. No entanto, ainda não se sabe o “como fazer”, para atender a estas novas formas de pensar, que aliás, não são tão novas assim.
Pois bem vão aqui algumas dicas:
• Substitua algumas palavras do seu vocabulário e reflita sobre os sentidos delas, as ações que elas encerram. Assim:
Forçar pode ser substituída por provocar, mobilizar, fomentar, mediar, sugerir, discutir;
Corrigir por ser substituído por analisar, questionar, verificar, compreender, perceber, mediar.
• Ao escolher um recurso, pense em como vai utilizá-lo; se ele se adapta ao tempo de aula, ao nível de maturidade da turma e ao tema provocado.
• As pesquisas devem ser provocadas, e não impostas. O que tem ocorrido é uma série de cópias de trabalhos feitos na internet, quando são feitos. A maioria dos alunos não vê sentido nas pesquisas sugeridas. Por isso, provoque a discussão, pergunte, escute, só depois sugira a pesquisa, cujos temas podem emergir das próprias discussões.
• Atenção na escolha da música. Não é suficiente que ela faça parte do repertório dos alunos, do senso comum ou de uma época específica. Deve fazer sentido. Seu som deve invadir a sala como algo que toque, chame a atenção dos alunos; desperte o interesse. Por essa razão, fique atento para o tempo da música, o volume, a qualidade da gravação, e o seu entusiasmo com ela. Os alunos devem perceber verdade em você, por isso não adiantará se você não curtir a música.
• O mesmo ocorre com os filmes, os textos literários, as reportagens e documentários. Aliás, atenção para os documentários. Não se esqueça de que esta geração está com a mente veloz, com a visão adaptada a imagens e narrativas rápidas, dinâmicas. Portanto, de nada vai adiantar um documentário que vai dar sono em uns e gerar a indisciplina de outros.
• Ao exibir um filme com fins para estudo, não precisa exibi-lo por completo, edite-o primeiro, ou peça a alguém para fazer isso, com as cenas a serem trabalhadas. Isso vai tornar a aula mais dinâmica e os alunos vão querer assistir o filme em casa, compartilhando com a família. Exibir um filme todo, só se for em algum festival, ou outra situação atípica.
• Pesquise os Curtas. Têm muitos que merecem ser exibidos, como Ilha das Flores, por exemplo. Estes podem ser transmitidos sem cortes e favorecem diversas análises.
• Quanto aos textos poéticos, exercite o costume de gravar ou treinar a sua leitura antes, para na hora declamar para os alunos, ou fazer uma leitura dramática, no caso de pequenas narrativas. Isso vai provocar de início risos, estranhamento, e depois encantamento.
• Apele sempre para os sentidos. É através deles que se dá o primeiro aprendizado. Sentir, na pele, o cheiro, o paladar, na visão e na audição vai desencadear a memória significativa. Mas atenção, cuidado para não provocar o desencadear de lembranças ruins nos alunos, para não mexer em feridas pessoais. Se isso acontecer, respeite o momento, torne-se sensível, sem agravar a situação, demonstre naturalidade, sem neutralidade. Se necessário, mude de assunto, com destreza e autoconfiança. Demonstre que você se importa e que todos estão juntos na mesma situação. Isso às vezes fica evidente apenas na sua forma de olhar ou no seu tom de voz.
• Problematize, mas tenha segurança suficiente para aceitar as próprias limitações e expandi-las. Sem preconceito.
• Dê espaço aos alunos para posicionar-se. É assim que será exercitado o respeito a si mesmo e ao outro, considerando as diferenças como fontes de riqueza e não de segregação.
• Quando lidamos com a formação da consciência devemos estar preparados para a catarse que pode ocorrer, no momento dos diálogos. Isto é muito positivo! É falando de si mesmo que juntos, professor e alunos vão se identificando e se reconstruindo, relacionando o conhecimento com a própria vida.
• É muito mais fácil para o professor dar uma aula expositiva, aplicar um exercício e uma leitura sem maiores discussões, mas já aprendemos que esse não é o melhor caminho. Os alunos já não aceitam mais este tipo de aula. Assim como nós, quando éramos alunos, eles também sabem avaliar o professor e a aula.
• Não tenha medo de tentar e recomeçar sempre. Este é o caminho dinâmico do ensinamento e do aprendizado. Pense na sala de aula como o mar: ondas constantes, umas altas, outras pequenininhas, se espraiam na areia, arrebentam nas pedras, nas montanhas, lapidam e vencem os litorais. Pensem nos litorais com os limites das nossas almas e nas ondas como a nossa fonte inesgotável de saber, compreender e agir.
Excelente trabalho para todos, e façam a diferença!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Esperança
A esperança é um sentimento e uma atitude humana, necessária à sobrevivência da nossa espécie. No entanto, às vezes confundimos esperança com teimosia, controle, vício, medo... Por isso se diz que não há mais esperança. A esperança, quando bem compreendida, traz libertação, superação, autoestima, coragem e vontade de ser feliz, ainda que o preço seja dizer não.
Muito se questiona sobre a esperança. Diz-se dela, como a última que morre. Outros se dizem cansados, porque passam a vida inteira esperando por algo que não acontece, e desistem de ter esperança.
Às vezes a esperança é utilizada apenas como sensação, desejo imóvel, sem a força da vontade. Fica no pensamento, remoendo dias e noites, o desejo por algo que não ocorre, até que o cansaço ou desinteresse bate à porta e se perde aquela esperança.
Noutros momentos a esperança implica em ação, uma reunião de atitudes que mobilizam a pessoa para a concretização do seu desejo. Nem sempre essa realização acontece do jeito que se espera, ocorrendo a frustração. Isso porque não aprendemos culturalmente a lidar com os imprevistos, com a liberdade do outro de ser e estar, com as mudanças às quais o Universo nos impele. Nem sempre contamos com o fator humano. Procuramos manipular os ensinamentos de força de vontade, desejo e esperança para a realização de algo que nem sempre é o melhor, de algo que é fruto de uma teimosia, de comportamentos viciosos, que trazem mal estar, tristeza, agressividade, medo e alheamento à vida.
Caros amigos, companheiros de jornada
A esperança é algo vivo, que deve ser alimentado junto coma certeza da mudança e do nosso aprendizado constante. A esperança deve ser aliada não só à fé em Deus, mas à fé em si mesmo e à crença no ser humano.
Sabemos de quantas atrocidades existem, lamentamos pelas perdas dos entes queridos, pela dor dos que sofrem e agradecemos a Deus pelo que temos e pelo que somos. Mas é preciso demonstrar gratidão através de atitudes esperançosas.
Quando compreendemos o verdadeiro sentido da esperança, desejamos não só o celular da última moda, mas também dividir com alguém o que temos. Quando sentimos o que é esperança, somos capazes de realizar os nossos desejos sem fazer mal ao outro. Então somos capazes, em qualquer tempo ou idade, em qualquer situação de saúde, religiosa ou financeira, de incentivar o outro a viver. Não porque já sabemos, mas porque estamos juntos, aprendendo, e sabemos que aprender dói e é maravilhoso.
Somos solidários com a dor do outro, com a dificuldade dos nossos colegas.
Quem tem esperança não se demora em desejar mal, porque sabe que o mal é a carência de amor.
Quem tem esperança, tem espelho e por isso, consegue enxergar beleza em si mesmo e nos outros, sem preconceito.
Temos uma beleza que passa, a da pele a da elasticidade e da força física. Valorizemos isso, cuidando do corpo com alimentos saudáveis, sem agredi-lo com drogas e outros males.
Tenhamos esperança! O corpo é a morada da alma! Cuidemos dessa morada com carinho, façamos esse gesto de amor por nós mesmos. Assim sempre iremos atrair as melhores companhias e as melhores chances do universo.
Temos uma beleza que é eterna! A da mente e do espírito! A memória, a inteligência e a sabedoria são frutos de exercício diário e espelho desta beleza.
Leiam sempre, analisem, critiquem, avaliem, sempre com generosidade, com afeto, sem agressão nem preconceito consigo ou com os outros. Estes últimos são responsáveis pelas guerras e pela morte da esperança.
Tenhamos esperança, sabendo que nem sempre as coisas vão ocorrer da maneira que esperamos; sabendo quem nem sempre poderemos evitar o sofrimento, a decepção e a tristeza, mas acima de tudo, sabendo que nesta grande escola há sempre espaço e tempo para superação, alegria, perdão, união, aprendizado e paz.
Sejamos esperança!
Muito se questiona sobre a esperança. Diz-se dela, como a última que morre. Outros se dizem cansados, porque passam a vida inteira esperando por algo que não acontece, e desistem de ter esperança.
Às vezes a esperança é utilizada apenas como sensação, desejo imóvel, sem a força da vontade. Fica no pensamento, remoendo dias e noites, o desejo por algo que não ocorre, até que o cansaço ou desinteresse bate à porta e se perde aquela esperança.
Noutros momentos a esperança implica em ação, uma reunião de atitudes que mobilizam a pessoa para a concretização do seu desejo. Nem sempre essa realização acontece do jeito que se espera, ocorrendo a frustração. Isso porque não aprendemos culturalmente a lidar com os imprevistos, com a liberdade do outro de ser e estar, com as mudanças às quais o Universo nos impele. Nem sempre contamos com o fator humano. Procuramos manipular os ensinamentos de força de vontade, desejo e esperança para a realização de algo que nem sempre é o melhor, de algo que é fruto de uma teimosia, de comportamentos viciosos, que trazem mal estar, tristeza, agressividade, medo e alheamento à vida.
Caros amigos, companheiros de jornada
A esperança é algo vivo, que deve ser alimentado junto coma certeza da mudança e do nosso aprendizado constante. A esperança deve ser aliada não só à fé em Deus, mas à fé em si mesmo e à crença no ser humano.
Sabemos de quantas atrocidades existem, lamentamos pelas perdas dos entes queridos, pela dor dos que sofrem e agradecemos a Deus pelo que temos e pelo que somos. Mas é preciso demonstrar gratidão através de atitudes esperançosas.
Quando compreendemos o verdadeiro sentido da esperança, desejamos não só o celular da última moda, mas também dividir com alguém o que temos. Quando sentimos o que é esperança, somos capazes de realizar os nossos desejos sem fazer mal ao outro. Então somos capazes, em qualquer tempo ou idade, em qualquer situação de saúde, religiosa ou financeira, de incentivar o outro a viver. Não porque já sabemos, mas porque estamos juntos, aprendendo, e sabemos que aprender dói e é maravilhoso.
Somos solidários com a dor do outro, com a dificuldade dos nossos colegas.
Quem tem esperança não se demora em desejar mal, porque sabe que o mal é a carência de amor.
Quem tem esperança, tem espelho e por isso, consegue enxergar beleza em si mesmo e nos outros, sem preconceito.
Temos uma beleza que passa, a da pele a da elasticidade e da força física. Valorizemos isso, cuidando do corpo com alimentos saudáveis, sem agredi-lo com drogas e outros males.
Tenhamos esperança! O corpo é a morada da alma! Cuidemos dessa morada com carinho, façamos esse gesto de amor por nós mesmos. Assim sempre iremos atrair as melhores companhias e as melhores chances do universo.
Temos uma beleza que é eterna! A da mente e do espírito! A memória, a inteligência e a sabedoria são frutos de exercício diário e espelho desta beleza.
Leiam sempre, analisem, critiquem, avaliem, sempre com generosidade, com afeto, sem agressão nem preconceito consigo ou com os outros. Estes últimos são responsáveis pelas guerras e pela morte da esperança.
Tenhamos esperança, sabendo que nem sempre as coisas vão ocorrer da maneira que esperamos; sabendo quem nem sempre poderemos evitar o sofrimento, a decepção e a tristeza, mas acima de tudo, sabendo que nesta grande escola há sempre espaço e tempo para superação, alegria, perdão, união, aprendizado e paz.
Sejamos esperança!
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